Os limites e riscos do clareamento dental

Os limites e riscos do clareamento dental

7 de junho de 2018 0 Por admin-girls

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Os limites e riscos do clareamento dental

A legislação vigente estabelece que as concentrações de peróxido de hidrogênio (o composto químico mais utilizado para o clareamento dental) acima de 0,1%, só podem ser alocados de forma exclusiva, os dentistas e que o produto só pode ser utilizado e aplicado por profissionais e estomatólogos em uma clínica odontológica.
Uma concentração igual menor de 0,1% de peróxido de hidrogênio, presente em diversos produtos orais de venda direta ao consumidor, é considerada segura.

Riscos para a saúde
Apesar da clareza da norma, o Conselho Geral e de médicos Dentistas de Portugal denunciou em várias ocasiões que existem produtos com altas concentrações de agentes clareadores que são vendidos diretamente ao público, o que, além
de ser ilegal, põe em perigo a saúde. Queimaduras, alterações nas mucosas sensibilidade dental são alguns dos efeitos colaterais.

Antes de iniciar um tratamento branqueadora é necessário, em primeiro lugar, consultar o dentista. Ele será o encarregado de realizar uma avaliação da saúde oral do paciente, não só para decidir o tratamento mais adequado em cada caso, mas para descartar outros problemas de saúde oral e, assim, evitar possíveis complicações. De existir cárie, por exemplo, estas devem ser tratadas antes do clareamento. Além disso, este procedimento não é recomendado em pacientes com gengivite e outras doenças periodontais. Nem antes e nem imediatamente depois de se ter realizado um tratamento de restauração dentária.

São algumas classificações que só pode fazer o dentista. Além disso, o profissional também deverá ter em conta outros condicionantes externos, como o consumo de tabaco e álcool, pois podem potencializar os efeitos tóxicos do peróxido de hidrogênio, lembre-se do Conselho de Dentistas.

Tipos de clareamento dental clínico
O clareamento dental clínico pode ser feito em consulta em casa. Há diversos tipos e os mais frequentes são os seguintes:
Fotoativação: é realizada em um centro odontológico. É um clareamento rápido cujos resultados podem ser vistos desde a primeira sessão, com um enxaguamento de até 8 tons. Consiste em colocar uma capa que protege as gengivas, a língua e o paladar para, depois, aplicar um gel branqueadora que se actica através da luz do diodo EMISSOR de luz para alcançar o efeito desejado.
Clareamento em casa com gel: é um clareamento que podemos fazer em casa, mas com a supervisão do dentista. São utilizados cerca de moldeiras de plástico em que se aplica um gel clareador, de acordo com as instruções do dentista.
Clareamento misto: é uma combinação dos dois anteriores. Ao fazer um clareamento na clínica e, além disso, outro em casa, consegue-se obter um enxaguamento de até 10 toques e uma maior duração dos resultados.
Clareamento interno: é um clareamento especial para casos concretos em que um dente perde sua cor, por algum motivo. Durante várias sessões na clínica se realiza um clareamento interno que lhe devolve a cor até nivelá-lo com o resto dos dentes.

Precauciones
O Conselho Geral e de médicos Dentistas de Portugal adverte de que alguns dos produtos de branqueamento que se vendem para os consumidores também não estão em conformidade com a legislação em vigor sobre rotulagem, pelo que recomenda que exijam que se lhes detalhe a concentração e o tipo de ativo branqueadora. Com esta informação, devem verificar a Subdireção Geral de Produtos Sanitários dos Colégios Profissionais de Dentistas se o artigo que adquiriram está autorizado em Portugal.

No que diz respeito aos produtos com concentrações inferiores a 0,1% de peróxido de hidrogênio, estes sim são inofensivos para a saúde, pelo que a sua livre distribuição não apresenta riscos, embora a sua eficácia como clareadores é praticamente nula.