Quanto tempo de sol tomar?

Quanto tempo de sol tomar?

15 de junho de 2018 0 Por admin-girls

Resultado de imagem para sol

Quanto tempo de sol tomar?

Bastam 30 minutos sob o sol nos meses de verão para queimar a pele. Para sintetizar a dose diária de vitamina D precisamos de 10 minutos de abril a julho e 130 minutos no inverno.
Como alertava uma campanha lançada recentemente pela Sociedade Dinamarquesa de Câncer, em que se reclamava a ajuda dos espanhóis para alertar a população dos danos da exposição ao sol sem proteção durante um tempo prolongado, uma abundante acumulação de radiação ultravioleta é prejudicial e pode desencadear câncer, envelhecimento da pele, vermelhidão da pele (eritema), por exemplo.
No entanto, os raios solares também ajudam a sintetizar a vitamina D, para ajudar a reduzir a pressão arterial e melhorar o tratamento de algumas patologias, entre outros benefícios. Por isso, surge a questão de quanto o sol há que tomar para obter benefícios sem chegar a danificar a pele, para a qual uma equipe de pesquisadores espanhóis encontrou resposta. Estima-Se que para não se queimar, a população portuguesa em geral não deve estar mais de 29 minutos, sem fotoresistente solar sob o sol no verão e são necessários 120 minutos no inverno e 10 no verão para sintetizar as quantidades recomendadas de vitamina D Com a exposição à luz solar diária de 10 a 15 minutos, é suficiente para sintetizar a dose necessária de vitamina D.

Quais são os limites para tomar sol de maneira saudável
O rubor da pele causado por queimaduras solares aparece em pessoas com fototipo de pele III -morena clara e com poucas sardas, que às vezes queima e, às vezes, bronzeia em um tom médio-, que é o mais comum entre a população portuguesa, a meia hora de exposição ao sol, no mês de julho, enquanto que em janeiro não ficará vermelha até que esteja sob os raios solares durante 150 minutos, segundo as conclusões do estudo realizado pelo Grupo de Pesquisa em Radiação Solar da Universidade Politécnica de Valência (UPV).
Para chegar a estes cálculos, os pesquisadores analisaram, entre os anos de 2003 e 2010, a radiação solar ultravioleta (UVER), por volta do meio-dia, entre as 12.30 e das 13.30 horas – ao longo de quatro meses, um para cada estação, no centro da cidade de Valência, que tem altos níveis de radiação UV anuais. Suas conclusões foram publicadas na revista ‘Science of the Total Environment’.
Os tempos mudam, também se tem um tipo de pele diferente ao fototipo III (empregado no estúdio para fazer os cálculos) se a área de exposição é diferente. Além disso, a principal autora do trabalho, Maria António Serrano, científica da Universidade Politécnica de Valência, adverte para o fato de que o tempo estimado para que se produza eritema, foi determinado tendo em conta os dias meios, pelo que, em dias extremos, a duração da exposição ao sol, sem o risco de vermelhidão da pele será muito mais curta.

Quanto há que estar sob o sol para sintetizar a vitamina D
Calcula-Se que cerca de mil milhões de pessoas no mundo sofrem de deficiência de vitamina D, com uma incidência de 40 por cento em Portugal, especialmente em mulheres após a menopausa e em homens de mais de 60 anos de idade.
Em Portugal, apesar de ser um país com muitas horas de sol, diferentes artigos relataram uma alta percentagem de deficiência de vitamina D entre os vários estratos da população portuguesa, afirma Serrano, apontando que, apesar de em Portugal não há suficiente radiação solar, é difícil atingir as doses recomendadas de vitamina D durante os meses de inverno.
Mesmo que para os danos, para obter os benefícios dos raios solares, o tempo de exposição varia em função da época do ano. Por exemplo:
Em janeiro, faz falta estar 130 minutos sob o sol de meio-dia expondo um 10 por cento do corpo aos raios solares para obter a dose diária recomendada de vitamina D -o equivalente a uma ingestão diária de 1000 UI (unidades internacionais)- sem perigo de queimar.

Entre abril e julho, bastaria com 10 minutos em que se exponha a 25 por cento do corpo ao sol para adquirir a vitamina D recomendada sem o risco de vermelhidão da pele.
Em outubro, ele teria que expor a 25 por cento do corpo ao sol durante meia hora.
O problema para adquirir as doses de vitamina D recomendáveis em Portugal ocorre principalmente no inverno e mais quanto mais ao norte do país você esteja. Desta forma, os tempos mudam:
Entre novembro e fevereiro, são necessárias duas horas sob o sol, com 10 por cento do corpo exposto (9,7 horas, se você tomar o sol das 10 da manhã e 5,7 horas, quando a exposição é às quatro da tarde).
Na primavera e no verão, é suficiente expor um 25 por cento do corpo ao sol um máximo de 10 minutos em torno um do meio-dia e cerca de 20 minutos, entre as três e as cinco da tarde.

É evidente que queremos que as pessoas se proteger contra o câncer, mas existem dose de exposição solar moderada e benéficas que não devemos excluir, afirma a professora da Universidade de gado bovino, na Califórnia, Estados Unidos, Kim Pfotenhaure, autora de um estudo clínico publicado no ‘Journal of Ostepathic Association’. Entre as possíveis causas dessa ausência aponta para doenças crônicas, como diabetes, doença celíaca, doença de Crohn, mas também a casos decorrentes da falta de radiação solar, o excesso de proteção.

Esta especialista lamenta que cada vez passemos menos tempo ao ar livre, uma das melhores maneiras de sintetizar a vitamina D graças aos raios solares, mas também explica que, quando tomamos o sol, o fazemos sob a proteção de cremes que praticamente anulam o impacto positivo da radiação”. O uso de cremes com fator de proteção superior a 15 bloqueia a produção de até 99 por cento da vitamina, de acordo com o seu trabalho, o que coloca opções como dar passeios curtos, com roupa e chapéu, mas com as pernas e braços ao ar, em vez de deitar-se ao sol como um lagarto.
Fatores que influenciam a síntese de vitamina D
Mas não é só a quantidade de tempo a superfície exposta ao sol influenciam na hora de nossa pele sintetice vitamina D. Há outros fatores que entram em jogo:
A postura que se adota para tomar sol.
A forma do corpo.
As áreas da pele, porque todas sintetizam a vitamina D, com decote, por exemplo, entre as áreas que mais favorecem a sua produção.
A roupa que será usada, já que certos tecidos bloqueiam os raios e outros deixam que se escoe mais.
Idade: com o passar dos anos, cai a capacidade de produzir vitamina D (o potencial dos adultos de meia-idade é de 66 por cento contra as crianças).

Com tudo isso em mente, há que tentar equilibrar a balança -expor-se ao sol o suficiente para sintetizar a vitamina D, mas sem danificar a pele-, pelo que não há que deixar de lado as recomendações dos especialistas e os organismos competentes na hora de se expor ao sol, como aplicar filtros solares , para não ficar ao sol durante as horas centrais do dia e proteger especialmente as crianças, entre outras. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos alertam em seu site que não se conhece um nível de exposição aos raios UV que aumente os níveis de vitamina D, sem que aumente o risco de câncer de pele”.
Além disso, explicam que a pele produz uma quantidade limitada de vitamina D de uma vez, por que não passar mais tempo com o corpo ao sol aumenta os níveis de vitamina D se a pele já atingiu o seu limite. Por isso, esses especialistas lembram que é possível recorrer a outras fontes de vitamina D, como a dieta (peixes, gema de ovo e alimentos enriquecidos com vitamina D, como cereais e produtos lácteos) suplementos vitamínicos.